31 jul

Sobre as escolhas e suas conseqüências em Zero Time Dilemma

A narrativa em games já tem, há alguns anos, como um elemento característico e único de si a possibilidade de escolhas durante uma história. Elas vão desde escolhas de diálogo como em Life is Strange (2015) até tomadas de decisões com ações em RPGs como The Witcher 3 (2015). Essas escolhas podem ser simples como escolher seu pokémon inicial, mas podem ser mais complexas e nos fazer questionar nossos valores morais, como escolher seu pokémon inicial.

Por exemplo, quem escolhe Chimchar devia rever os próprios conceitos sobre o mundo.

Muitas vezes sofremos ao decidir pois raramente parece haver uma escolha “certa”, e histórias que sabem trabalhar as conseqüências da nossa decisão conseguem criar experiências únicas, como em Undertale (2015), em que matar ou não nossos inimigos mudam os diálogos e as ações de diversos persongens, assim como altera o final que alcançamos.

Isto é, pelo menos até você terminar o jogo e começar um arquivo de save novo, quando você escolhe tudo diferente só pra ver o que muda.

Texto originalmente publicado no site Sem Tilt em 29/06/2016.

Leia mais

31 jul

Sobre os limites da realidade e os limites de um jogo

Imagine que você está preso em uma sala. Parece ser um tipo de escritório, provavelmente de alguém muito rico. Há móveis luxuosos com inúmeras quinquilharias espalhadas por todo o ambiente. Pelas paredes, você vê fotos de vários lugares ao redor do mundo, o tipo de decoração que parece ter sido montada para te intimidar com sua opulência mas, ao mesmo tempo, atiçar a sua curiosidade. Você quer mexer nos diversos objetos da sala. Fuçar as estantes. Abrir as gavetas. Parece que há um segredo escondido em algum lugar.

Ah, sim, e você está trancado nesta sala e tem uma hora para fugir. Melhor encontrar uma saída logo.

Texto originalmente publicado no site Sem Tilt em 02/06/2016.

Leia mais