31 jul

Sobre como a dificuldade molda a história

Numa entrevista para a revista Time, Shigeru Miyamoto, criador de Star Fox, anunciou que o novo jogo disponibilizará para os jogadores que tiverem muita dificuldade uma Arwing, uma das naves de alta performance da série, invencível para que eles consigam passar pela fase em questão. Não é a primeira vez que a Nintendo cria mecânicas para facilitar o jogo, assim como não é a primeira vez que diversos jogadores hardcore estão revoltados com a mera existência de um modo mais fácil no jogo. É só ver a seção de comentários em vários sites reportando a história.

Screenshot de Star Fox Zero. Na época que escrevi este texto, eu esperava ansiosamente por este jogo, crente que ia ser bom. Quebrei a cara.

Desde pessoas afirmando que a Nintendo está tratando os jogadores como bebês até discursos apaixonados sobre como antigamente jogos como Battletoads construíam caráter através da dificuldade e games hoje em dia são fáceis demais para uma geração preguiçosa, é possível ver como muita gente fica revoltada com uma simples opção de dificuldade baixa presente num jogo. E não é uma revolta exclusiva com a Nintendo, pois me lembro de ver uma parecida quando a opção de pular a missão foi adicionada a GTA 5.

Por mais que eu ache essa raiva toda desnecessária e exagerada (se não quer um jogo fácil, não jogue no fácil), fiquei pensando sobre a questão da dificuldade em games e comecei a refletir sobre como ela afeta a história de cada jogo.

Texto originalmente publicado no site Sem Tilt em 15/03/2016.

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