31 jul

Sobre como Framed joga com a narrativa de quadrinhos

Imagine que você está lendo uma história em quadrinhos. É um mistério com um clima noir envolvendo uma grande perseguição ao personagem principal, que leva consigo com uma maleta com um conteúdo valioso. Em determinado momento, nosso herói (ou anti-herói, já que está sendo perseguido pela polícia) acaba virando uma esquina e indo de cara em um policial, que o aguardava numa emboscada. Ele é preso e sua aventura, aparentemente, termina aí.

“Se ao menos ele tivesse entrado pela porta entreaberta daquela casa”, pensa você, com pena do nosso anti-herói. “Já sei!” exclama você, exaltado. Com uma tesoura em mãos, você recorta a página da sua graphic novel de capa dura em papel couchê brilhante e muda a ordem dos quadros. Então, para a surpresa do universo, a história muda, e o fugitivo escapou da armadilha dos policiais e continuou sua épica fuga com sua valise misteriosa.

Isso não seria possível no mundo real. Sério, nem tente, não estrague nem os seus e nem os gibis de ninguém. Mas essa é a premissa de Framed, um jogo indie para tablets criado pelo estúdio australiano Loveshack Entertainment (antes que alguém pergunte, não, não é um simulador de destruição de gibis). Nele acompanhamos a história que descrevi, do nosso anti-herói em fuga, que é contada com uma combinação de quadrinhos e animação, e temos que organizar os quadros de cada página para que ele consiga escapar da polícia.

Texto originalmente publicado no site Sem Tilt em 21/04/2016.

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31 jul

Sobre o que aprender com um jogo que não quer ensinar

Vocês tiveram que decorar a tabela periódica no colégio? Saber o nome de todos os gases nobres? Qual o número atômico do Bromo, sem ver o logo de Breaking Bad?

No meu caso, não precisei decorar a tabela periódica inteira, ainda bem. Só alguns elementos mais importantes, tipo oxigênio, carbono e o Na. Grande Na. Minha professora até passou algumas frasezinhas para ajudar a lembrar, mas a única coisa que recordo é que ela leu Robson Crusoé francês na cama, e não faço a menor ideia de quais elementos químicos estão nesta frase. A questão é que, após ter saído da escola, achei que nunca mais ia ter que lidar com os elementos da tabela periódica.

Esse foi o caso até eu ter baixado um joguinho mobile chamado Atomas no começo do ano passado.

Texto originalmente publicado no site Sem Tilt em 01/03/2016.

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05 jun

Sobre o inevitável Zelda mobile

Então, umas duas semanas atrás, o Wall Street Journal (um site que, diga-se de passagem, publica muitos rumores sobre a Nintendo, e até acerta bastante) publicou uma matéria afirmando que a Nintendo já está preparando o jogo mobile de Zelda, e que ele será lançado após o Animal Crossing para smartphones.

Até a Nintendo fazer o anúncio oficial, isto ainda é apenas um rumor, mas vamos ser sinceros: mesmo que a matéria esteja errada e o jogo ainda demore mais uns três anos pra sair, é inevitável que eventualmente tenhamos um Zelda para smartphones. A empresa já afirmou que toda e qualquer franquia sua pode ter um jogo mobile, e como Zelda é uma das maiores que ela tem, faz todo o sentido do mundo sair um jogo da série para smartphones.

Por isso, queria usar o vídeo de hoje para refletir e especular sobre uma questão importante: como diabos vai funcionar um Zelda mobile?

Esta é a transcrição do vídeo de mesmo nome que está no meu canal do YouTube. Vão lá conhecer!

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24 fev

Sobre o sucesso (?) de Super Mario Run no mercado

Então, conforme prometido, hora de analisar o sucesso de Super Mario Run.

Esta é a transcrição do vídeo de mesmo nome que está no meu canal do YouTube. Vão lá conhecer!

Como falei no vídeo anterior, sucesso pode ser medido de várias maneiras a partir de diversas métricas, se tornando algo complexo e, em certo grau, subjetivo. Para realmente entender o sucesso de um jogo, é preciso saber ver o todo.

Só que eu sinto que ainda não dá pra realmente avaliar o todo de Super Mario Run. Na minha opinião, ainda não passou tempo o suficiente para realmente entendermos seu sucesso do ponto de vista cultural, ou seja, qual foi o impacto dele no zeitgeist videogamístico.

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