12 jan

Sobre outros jogos que gostei em 2017

Então, feliz ano novo!

Tentei fazer esta imagem o mais brega possível, o que acharam?

Ok, chega de festa.

Conforme prometi no vídeo d’Os Melhores Games Que (Quase) Ninguém Jogou 2017, neste eu vou falar de outros jogos que gostei bastante, mas que não entraram na lista anterior por motivos diversos.

Portanto, sem mais delongas, hora da abertura.

Esta é a transcrição do vídeo de mesmo nome que está no meu canal do YouTube. Vão lá conhecer!

Comecemos com aqueles que resolvi chamar de o quinteto Nintendo Switch: Zelda Breath of the Wild, Mario Kart 8 DX, ARMS, Splatoon 2 e Mario Odyssey, todos desqualificados d’Os Melhores Games Que (Quase) Ninguém Jogou 2017 porque, bem, são jogos da Nintendo e um mundaréu de gente jogou eles.

Breath of the Wild e Odyssey são absolutamente espetaculares e se você tem um Switch e não jogou nenhum dos dois, eu acho que você deveria rever suas prioridades na vida (a não ser que seja uma questão financeira, neste caso você é muito responsável). Estes dois jogos são dos melhores que já joguei em toda a minha irrelevante existência, e recomendo todo mundo jogar. Acho até que eles dois justificam a compra de um Switch.

Mario Kart 8 DX é o melhor Mario Kart de todos os tempos, ponto. Principalmente porque consertaram o battle mode, battle mode, battle mode. Se você tem um Switch, este jogo não tem erro, pode comprar. O único problema que tive com ele é que eu joguei tanto, mas tanto o 8 no WiiU, que eu já estava meio saturado dele no Switch, mesmo do online. Tendo dito isto, o multiplayer local dele continua eternamente divertido e ainda jogo-o de vez em quando.

Splatoon 2 é outro jogo fantástico e que recomendo para todo dono de Switch… mas com uma ressalva: você precisa de uma conexão boa de internet. O wi-fi da minha casa tava mais ou menos e tive muito problema com o jogo desconectando. Tanto que acabei cabeando o dock do Switch, e deu certo, ficou uma maravilha.

Outra coisa que queria dizer, principalmente para quem está em cima do muro por ter jogado o primeiro no WiiU, é que o novo single player e o novo modo co-op de horda Salmon Run valem a pena. Eu realmente achei o single player mais robusto e interessante no 2 e o Salmon Run virou meu modo favorito de Splatoon. Sério. Joguei ele muito mais que os modos versus, tanto que meu level ainda tá bem baixo, mas não me arrependo, o Salmon Run é muito divertido.

Quanto ao último jogo do quinteto, ARMS… este foi o que eu gostei menos dos cinco. Mas, ainda assim, gostei. Seguinte: ARMS é um jogo bem legal, mas eu sou realmente ruim nele. Seja jogando com controles de movimento, seja jogando com o controle Pro, seja no online, seja no single-player, eu sou péssimo nesse jogo. Não tenho nem os reflexos nem a coordenação motora bons o bastante. O que gerou a seguinte situação: nas dificuldades mais baixas, até a 3 no single-player, eu estava me divertindo bastante, mas foi ir para a 4 que eu comecei a ficar muito frustrado. No online, então, eu era o grande saco de pancadas, e isso cansa depois de algum tempo. Por isso que não consigo realmente indicar ele pra todo dono de um Switch, pois ARMS requer uma certa dedicação e habilidade. Tendo dito isto, se você curte bastante jogos de luta e quer um diferente, ou se você não se importa de jogar no fácil, ou se você tem uns amigos que são todos igualmente ruins, ARMS é um jogo divertido. Se der, testa antes de comprar, vê se ele conecta com você. Pra mim, até conectou… só que no fácil.

Com o quinteto fora do caminho, vamos falar de outros jogos do Switch.

O primeiro que quero comentar é Mario+Rabbids Kingdom Battle, um jogo que parece da Nintendo mas foi desenvolvido pela Ubisoft. E que foi uma das maiores surpresas positivas do ano, pois é um crossover que tinha tudo pra dar errado e saiu um jogo bom de verdade.

Sério.

Se você gosta de estratégia de turno, recomendo Mario+Rabbids. Sua jogabilidade funciona muito bem, focada na movimentação dos personagens, e dá pra se divertir bastante assim como dá pra quebrar bastante a cabeça, seu lado estratégico é muito bem elaborado, principalmente nas fases desafio. Seu maior problema é o humor tonto dos Rabbids, algo que pessoalmente não me incomoda, mas que entendo perfeitamente quem não gosta.

Outro jogo que está tangencialmente ligado à Nintendo é Snipperclips (desenvolvido pela SFB Games, publicado pela Nintendo), o jogo que ia ser o terceiro d’Os Melhores Games Que (Quase) Ninguém Jogou 2017 mas que foi substituído por Gorogoa. Snipperclips tem uma arte muito bonitinha, seus puzzles são muito legais e inventivos e ele é um co-op local muito bom. Se você tem com quem jogar, ele vale a pena, por mais que vá acontecer muita discussão entre os jogadores. O grande problema, e que foi o que me impediu de mantê-lo como o quarto d’Os Melhores Games Que (Quase) Ninguém Jogou 2017, é que ele não foi melhor jogo “indie” (entre aspas porque, novamente, ele foi publicado pela Nintendo) de co-op local que joguei no Switch.

Esta honra vai para Overcooked. Este jogo é divertido pra burro, se você tem com quem jogar, compre-o, que eu adorei esta pérola videogamística. Acho até que me diverti mais com ele do que com Mario Kart, e isso é um feito e tanto. O único motivo que o desqualificou d’Os Melhores Games Que (Quase) Ninguém Jogou 2017 foi que o jogo lançou originalmente em 2016 para PC, PS4 e Xbox One, então não me pareceu justo premiá-lo. Mas é sério: na minha opinião, este é um dos jogos essenciais do Switch, se você tem com quem jogar, vale a pena e muito.

Outro jogo que foi um relançamento pro Switch que gostei muito foi Ironcast, lançado originalmente em 2015 para PC, PS4 e Xbox One. Ele é bem o tipo de jogo que eu gosto: uma mistura de puzzle de ligar pedrinhas com batalhas de turno e estética steampunk. Para completar, tem robôs gigantes. É como se alguém tivesse espremido meu cérebro em Unity e saiu esse jogo. Recomendo pra quem curte esse tipo de jogabilidade mais estratégica com elementos de puzzle.

Para finalizar com o Switch, três recomendações para quem gosta de jogos retrô: Wonder Boy: The Dragon’s Trap, Blaster Master Zero e Shovel Knight: Specter of Torment.

O primeiro é um dos melhores remakes que já vi, dando pra jogar com gráficos modernos super bem feitos, com uma animação muito legal, ou com os gráficos do Master System, que foram refeitos para funcionar em widescreen. A única coisa que faltou foi a versão Turma da Mônica.

O segundo é um reboot de uma série de jogos que começou no NES e teve jogos para Mega Drive, Game Boy e Playstation, e sua grande sacada é ela alternar a jogabilidade de plataforma quando exploramos o mundo com a de tiro visto de cima quando entramos em um dungeon, e é bem legal, além de ter um monte de DLCs interessantes.

E o terceiro, bem, acho que a série Shovel Knight já está num ponto que dispensa apresentações, ela é sensacional, e a nova expansão, do Specter Knight, é fantástica.

Vamos agora para o 3DS. Joguei o portátil bem menos que em anos anteriores, mas tem dois jogos em especial que quero recomendar aqui: Bye-bye Box Boy! e Metroid Samus Returns.

Sim, aqui estou eu falando de novo de Box Boy, mas é que essa é uma das melhores séries dos últimos anos da Nintendo, uma aula de game design e muito, muito legal.

Quanto a Metroid Samus Returns, temos todos que nos unir e venerar o glorioso retorno da maior caçadora de recompensas da galáxia.

Para finalizar, vou finalmente falar de Fire Emblem, A Mais Espetacular e Radiante Série de Games Já Concebida Pela Cultura Humana. Que teve três jogos lançados em 2017: Fire Emblem Heroes, Fire Emblem Echoes: Shadows of Valentia e Fire Emblem Warriors.

Comecemos com Heroes, o jogo que me consumiu o ano inteiro e acabou me afastando de todos os outros jogos mobile que não envolvam capturar monstrinhos espalhados pelo mundo (sim, eu ainda jogo Pokémon GO). Seguinte: eu sei que o sistema gacha dele é uma mecânica mercenária problemática que sobrevive de ficar explorando fan service, mas, na minha opinião, a de Heroes é bem mais light que de outros jogos similares, e dá pra jogá-lo sem gastar dinheiro sem problemas. Entretanto, o ponto mais importante de Heroes, para mim, é que ele é uma adaptação muito boa da essência estratégica de Fire Emblem para celulares. Posicionamento, o triângulo de forças das armas, habilidades especiais, tudo continua funcionando, mas de uma maneira mais concentrada e instantânea. Conseguimos atacar muito mais rápido, mas nossos erros são punidos com a mesma velocidade. Certos aspectos dos jogos principais fazem falta, principalmente a história e as preparações pré-batalha, mas para mim, Fire Emblem Heroes funciona e é Fire Emblemesco o bastante.

Seu maior problema, que é o grande problema dos jogos-serviço, é o chamado “power creep”, em que as unidades novas são tão poderosas que inutilizam as antigas, gerando um certo desequilíbrio e descontentamento, principalmente porque ainda ganhamos as unidades antigas enfraquecidas nos gachas. A boa notícia é que a Intelligent Systems sabe disso, tanto que foi por isso que ela deu uma reformulada nos healers, tornando muitas unidades consideradas inúteis em pesadelos na Arena.

Mesmo assim, Fire Emblem Heroes é muito bom e recomendo para quem quer conhecer um pouco de Fire Emblem antes de mergulhar na série principal, já que ele é de graça.

Vamos agora para Echoes, o provável último jogo da série a lançar no 3DS. Este é um jogo muito interessante por ser o remake do segundo e um dos mais diferentes jogos da série, Fire Emblem Gaiden, do NES. Assim como Super Mario Bros 2 e Zelda 2: the Adventure of Link, Fire Emblem Gaiden foi um jogo que quis ser diferente mas acabou ficando diferente demais, levando a Nintendo a voltar à fórmula original do primeiro jogo nos jogos seguintes. E o que é tão diferente nele? A presença de alguns elementos mais “clássicos” de JRPGs, como exploração de dungeons, magias aprendidas ao subir de nível (ao invés de estarem ligadas aos itens) e templos para mudar a classe dos personagens. Pode parecer pouca coisa, mas esses elementos, principalmente os dungeons, criaram um jogo bem diferente do habitual da série, e o remake soube trabalhá-los muito bem, na minha opinião. Outro aspecto interessante de Echoes é que algumas modernidades da série que não existiam em Gaiden, como o triângulo de forças das armas, não estão presentes, mudando bastante a jogabilidade em relação aos títulos anteriores, Awakening e Fates.

Mas a maior mudança de Echoes não tem nada a ver com Gaiden, que é a Mila’s Turnwheel. Basicamente, é um Ctrl+Z, permitindo você desfazer alguns movimentos da batalha. Parece o tipo de coisa que “facilita demais” o jogo para “casuais”, mas falando como um fã bitolado da série, essa mecânica foi um presente divino. Ela é ótima porque ela resolve as pequenas cagadinhas que fazemos sem querer. Uma pequena falta de atenção não é mais punida com o jogador precisando reiniciar a fase e refazendo exatamente os mesmos movimentos até o momento da burrada, basta desfazer alguns e pronto. E, se sua estratégia está ruim desde o começo, não vai ser a Mila’s Turnwheel que vai te salvar, você vai precisar reiniciar o mapa de qualquer modo. Quando soube dessa mecânica, antes do jogo lançar, fiquei todo “gamer hardcore” chato falando que não ia usar ela e que absurdo e sei lá o que mais. Foi só eu perder uma unidade numa estupidez minha perto do final de uma fase que eu engoli o meu orgulho, usei a Turnwheel e me tornei uma pessoa mais feliz por isso.

O grande problema de Echoes, e isto foi herdado de Gaiden, é um ponto específico da história em que um personagem age de maneira inacreditavelmente burra e que me incomodou bastante. Sim, eu sei que toda história tem um momento que alguém age feito um idiota para a história andar pra frente, assim como eu sei que errar é humano, mas esse momento específico em Echoes não funcionou, na minha opinião. Sei lá, dava pra ter ficado melhor.

De qualquer maneira, Fire Emblem Echoes é bem legal e recomendo para quem quer um Fire Emblem diferente.

Por último, Fire Emblem Warriors, um spin-off que é um jogo da série Warriors/Musou com personagens de Fire Emblem. Vou direto ao ponto: se você não gosta da série Warriors, não vai ser este jogo que vai mudar a sua opinião. Mas, se você gosta de Fire Emblem e quer brincar um pouco com personagens que já conhece num jogo diferente, eu recomendo Fire Emblem Warriors, me diverti bastante com ele. Sabem esses jogos que você entra no automático e joga sem pensar, dependendo até ouve um podcast ou liga um programa de TV em paralelo? Ele é isso.

Existe um elemento que, pelo menos para mim, o deixou infinitamente melhor que Hyrule Warriors, o único outro jogo da série Warriors que joguei: poder dar ordens para suas unidades durante a batalha. Inclusive, parece que isso foi importado de Fire Emblem mesmo. Era muito cansativo, para mim, ficar correndo pra lá e pra cá com um personagem só em Hyrule Warriors, mas em Fire Emblem Warriors posso dar ordens para os personagens e usá-los estrategicamente para vencer as fases. Soma-se a isso o triângulo de forças das armas e o jogo tem estratégia o bastante para ficar bem mais interessante e divertido.

Seu grande problema é a história. É uma das piores histórias que já vi! Nem estou falando só de Fire Emblem, nem estou falando só de videogames. Sério, é muito ruim. A única salvação são as conversas de suporte entre os personagens de jogos diferentes. Ainda não vi todas, mas gostei muito de algumas, principalmente da Cordelia com a Caeda, que foi um grande fan service para quem jogou os DLCs de Awakening e sabe sobre o relacionamento das duas.

Ignorando a história tosca, Fire Emblem Warriors é bem legal, mas acho que ele vale mais a pena pra quem já é fã de uma das duas séries. Se não for o seu caso, mas você está curioso, recomendo comprar quando o jogo ganhar um desconto.

Enfim, estes são os outros jogos de 2017 que eu queria recomendar. Alguns são meio óbvios, alguns possuem algumas ressalvas, e alguns são meio obscuros, mas todos são jogos que me divertiram durante o ano. No fundo, até tinham mais alguns, mas eu tinha que parar em algum momento senão o vídeo ia ficar com mais de uma hora de duração. Mas e você? Quais foram seus jogos favoritos de 2017? Deixe seu comentário aí e…

Até a próxima!

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