02 maio

Sobre comprar jogos para 3DS em tempos de Switch

Então, teve um Nintendo Direct há umas duas semanas. Ele focou em ARMS e Splatoon 2, mas também mostrou diversos outros jogos para Switch e 3DS.

A princípio, pretendia analisar rapidamente sobre tudo que foi anunciado, mas percebi que estava fazendo o mesmo comentário para praticamente todos os jogos do 3DS: “queria que estivesse lançando para o Switch também.”

Foi quando percebi que eu tinha um mui sutil probleminha: estava me deixando levar pela “aura de novo” do Switch.

Esta é a transcrição do vídeo de mesmo nome que está no meu canal do YouTube. Vão lá conhecer!

Só pra avisar, este vídeo vai ficar um pouco mais introspectivo, já que vou falar mais sobre o conflito interno tonto que estou tendo em relação aos jogos que ainda vão lançar para o 3DS do que propriamente analisar algum aspecto mercadológico em torno da transição de gerações de consoles, como normalmente eu faria, outra hora eu faço isso. Hoje, vocês vão ser a minha terapia videogamística.

Como esta é a primeira consulta, vocês não vão cobrar, certo? CERTO???

Enfim, a questão é a seguinte: ainda tem vários jogos legais pra lançar para o 3DS, além de alguns já lançados que simplesmente não consegui jogar ainda, mas tem essa, digamos, vozinha na minha cabeça falando pra eu priorizar jogos pro Switch porque ele é o brinquedo novo, e novo é melhor.

Só que essa lógica é absolutamente ridícula, obviamente. Não é porque um jogo está sendo lançado para uma máquina mais nova que ele é automaticamente melhor, e vice-versa. Cada jogo tem seus méritos e é preciso analisar qual vale mais a pena comprar, e qual mais se encaixa no nosso gosto.

Mas ainda assim, essa entidade capitalista consumista que habita as trevas do meu âmago está me empurrando pra longe desses jogos fantásticos do 3DS só porque eu já tenho um Switch. E isso é uma merda.

Por isso resolvi prometer o seguinte neste vídeo: Eu me comprometo a jogar três jogos específicos de 3DS que são bem o tipo de jogo que eu gosto, e a falar deles aqui no canal alguma hora. Assim, vocês se tornam os meus credores, por se assim dizer, pois promessa é dívida. Aliás, fica a dica: criar um compromisso público em torno de uma mudança de hábito ou promessa é um ótimo motivador, já que o ser humano, de maneira geral, não gosta de decepcionar os outros, nem de humilhações públicas.

O primeiro jogo, que inclusive já lançou, é Bye-bye Box Boy!, o terceiro e último jogo da série Box Boy! Quem acompanha o meu blog há algum tempo deve saber que eu adorei os outros dois jogos, então provavelmente vou gostar deste aqui. Pra quem não conhece, são puzzles de plataforma focados em criar caixas para atravessar as fases, e é uma aula de game design sobre como uma mecânica simples pode gerar os mais diversos desafios para o jogador.

O segundo jogo, prometido para o dia 23 de junho, é Ever Oasis, que é exatamente o tipo de jogo que eu gosto: um JRPG de ação com elementos de sim e arte bonitinha. Nele, cuidamos de um oásis que é um centro comercial no meio de um deserto, e fazemos isso explorando dungeons para salvar a deusa do oásis ao mesmo tempo que achamos produtos pra vender. Não é a premissa mais extraordinária de jogo que vocês já ouviram? É perfeito. Sem contar que o seu diretor é Koichi Ishii, criador da série Mana, que eu nunca joguei mas que sempre ouvi falar maravilhas. Já consigo me ver gastando umas oitenta horas da minha vida neste jogo.

O terceiro jogo, sem uma data de lançamento definida, mas prometido para este ano, é Layton’s Mystery Journey: Katrielle and the Millionaires’ Conspiracy, anteriormente conhecido como Lady Layton, um nome infinitamente melhor, e é o mais novo jogo da série Layton, agora focado na filha do Professor, Katrielle. Eu adoro a série Layton de paixão, e considero o primeiro um dos melhores jogos que já joguei na minha vida, e eu realmente quero jogar este jogo no 3DS para viver a experiência desta série uma última vez num portátil de duas telas.

Não sei se deu pra perceber, mas são três jogos que, em qualquer outra situação, eu compraria sem pensar, com um sorriso no rosto. Mas como eu tenho um brinquedo novo, fico questionando o valor desses jogos. Sim, eu sou um imbecil.

E talvez vocês tenham percebido a ausência de Fire Emblem Echoes, mas é que Fire Emblem é uma situação especial, uma das minhas séries favoritas da vida e eu vou comprar todos os jogos que lançarem não importa o quê. Imagina, se a Nintendo anunciar um Fire Emblem novo exclusivo para o Galaxy Note 7, eu comprava o jogo e o celular num piscar de olhos, mesmo com todo o risco de incêndio e morte envolvido.

Enfim, obrigado por ouvirem meu dilema. E sim, eu sei que é um “First World Problem” ridículo, não querer comprar um jogo super caro para um aparelho super caro porque eu tenho outro aparelho super caro mais novo, parece que estou reclamando que a minha privada entupiu com um diamante que eu caguei, mas eu estava precisando pôr pra fora esse conflito tonto meu. Mas e você? O que pensa sobre essa questão de priorizar o brinquedo novo? Você também já deixou de comprar um jogo só porque era para um console antigo? Deixe seu comentário aí e…

Até a próxima!

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