13 mar

Sobre o ritmo de lançamentos pro Switch

Então, o Switch finalmente lançou!

Aleluia!

Pena que ainda não consegui arranjar um pra mim… Tá difícil de achar, e onde eu achei estava bem mais caro do que eu esperava. Novamente, é o que acontece quando você mora num país em que a Nintendo não existe. Estou analisando como vou comprar o meu a um preço um pouco mais acessível, espero conseguir ainda este mês, mas sei lá se vai dar certo.

Esta é a transcrição do vídeo de mesmo nome que está no meu canal do YouTube. Vão lá conhecer!

Aliás, vocês gostariam de ver um box opening do Switch? Posso tentar fazer um, se interessar.

De qualquer maneira, vamos para o assunto de hoje, que é uma continuação do vídeo anterior. Já dissertei sobre o lançamento do console ter poucos jogos, mas agora pretendo analisar a segunda parte da estratégia da Nintendo: o ritmo de lançamentos.

Muito bem, vamos direto para aquilo que mais gosto de fazer nos meus vídeos: listar coisas! Estes são os principais jogos da Nintendo deste primeiro ano do Switch na Trumplândia:

  • 1, 2, Switch, lançado com o console em 03/03;
  • The Legend of Zelda: Breath of the Wild, também lançado com o console, em 03/03;
  • Mario Kart 8 Deluxe, previsto para 28/04;
  • ARMS, previsto para entre abril e junho;
  • Splatoon 2, entre junho e setembro;
  • Super Mario Odyssey, no final do ano, provavelmente em novembro;
  • Fire Emblem Warriors, sem data definida, mas prometido para 2017; e
  • Xenoblade Chronicles 2, também sem data definida, mas também prometido para 2017.

Estes oito são aqueles que considero os maiores jogos da Nintendo, usando como parâmetro eles serem lançados tanto em mídia física quanto digital e terem um preço premium, entre US$50 e US$60. Provavelmente aparecerão jogos menores apenas para download, como o Snipperclips, mas para facilitar a minha vida não vou contá-los na conta hoje, outro dia falo da iniciativa indie e digital da Nintendo.

E, só pra deixar claro, eu estou contando tanto o Fire Emblem Warriors e o Xenoblade Chronicles 2 porque o primeiro, mesmo sendo desenvolvido pela Omega Force, é um spin-off de uma franquia da Nintendo, enquanto que o segundo é um jogo da Monolith Soft, uma second-party, então seus jogos contam como jogos da Nintendo.

Também queria ressaltar que é possível ela anunciar mais jogos na E3 para lançar ainda em 2017, como aconteceu com Super Mario 3D World, anunciado e lançado no mesmo ano. Mas, no momento, sabemos apenas destes oito jogos.

Agora, para pôr as coisas em perspectiva, vamos ver quais foram os principais jogos da Nintendo no primeiro ano do WiiU:

  • New Super Mario Bros. U, lançado com o console em 18/11/2012;
  • Nintendo Land, também lançado com o console em 18/11/2012;
  • Sing Party, também lançado com o console em 18/11/2012;
  • Game & Wario, 23/06/2013;
  • Pikmin 3, 04/08/2013;
  • The Wonderful 101, 15/09/2013;
  • The Legend of Zelda: The Wind Waker HD, 04/10/2013;
  • Wii Party U, 25/10/2013;
  • Wii Fit U, 01/11/2013;
  • Mario & Sonic at the Sochi 2014 Olympic Winter Games, 15/11/2013; e
  • Super Mario 3D World, 22/11/2013.

Sing Party foi desenvolvido pela FreeStyleGames e Wonderful 101 pela Platinum Games, mas por serem franquias novas distribuídas exclusivamente pela Nintendo, isso as qualifica como franquias dela, na minha opinião. Agora, LEGO City Undercover e Ninja Gaiden 3: Razor’s Edge foram distribuídas pela Nintendo mas são de franquias pré-estabelecidas de outras empresas, por isso não os incluí aqui. Também não contei New Super Luigi U porque, a meu ver, ele é mais uma expansão de New Super Mario Bros. U do que um jogo grande, por se assim dizer. Outro jogo que excluí da lista foi Wii Sports Club porque, na época, ele só estava disponível para download de graça com um sistema de aluguel dos diferentes esportes, a versão em disco só foi lançar no ano seguinte. Para finalizar, os jogos do Mario & Sonic nas olimpíadas, por mais que sejam muito mais Sega que Nintendo, ainda assim considero-os jogos da Nintendo. E sim, eu estava me referindo à qualidade dos jogos.

De qualquer maneira, total de jogos grandes da Nintendo no primeiro ano do WiiU: 11, três a mais que no Switch. Todavia, retomando a questão de que quantidade nem sempre é o melhor, acho que o Switch está levando uma grande vantagem em um aspecto muito importante: o ritmo dos lançamentos.

Seguinte: no Switch, há cerca de dois meses entre seu lançamento e o próximo jogo grande, Mario Kart 8 Deluxe. No WiiU, entre o lançamento do console e Game & Wario, foram MAIS DE SETE MESES.

SETE MESES! Para ser mais exato, foram 218 dias!

A Pathfinder da Nasa viajou da Terra pra Marte em menos tempo!

Pelo que pesquisei, a sonda viajou aproximadamente 497 milhões de quilômetros. Em sete meses. Que vergonha, Nintendo!

Como foi que eu sobrevivi esse martírio? Que, puta merda, sete meses!

Claro que a resposta é “jogando outros jogos que não são da Nintendo”, como o já citado LEGO City Undercover, que é bem engraçado, ZombiU, que é fantástico, e Injustice, que é legalzinho, mas que nunca recebeu o DLC do Ajax no WiiU e eu jamais vou perdoar a Netherrealm por ter me privado do Caçador Marciano, onde já se viu, adoro o J’on J’onzz, ele é muito legal. Sem contar alguns jogos indie, como Trine 2, que é bem interessante, e Toki Tori 2, que é muito muito muito muito muito bom pra caralho mesmo, vão jogar esse jogo, confiem em mim e me agradeçam depois.

Só que aqui nós encontramos um pequeno dilema:

Por que as pessoas compram consoles Nintendo?

Para jogar jogos da Nintendo.

Ponto.

Portanto, quando a Nintendo não consegue prover aos seus consumidores as experiências Nintendo que esperam, não apenas eles ficam insatisfeitos, como consumidores em potencial não vêem propósito em comprar a máquina. É o que aconteceu no primeiro ano do WiiU, e eu realmente acredito que isso influenciou as baixas vendas do console, além de ter dado a ele a imagem de ser “um console sem games”. Como os outros jogos lançados para ele não pareciam tão “Nintendo” ou eram versões inferiores sem O Último Filho de Marte de jogos multiplataforma, a máquina perdeu todo e qualquer appeal que ela poderia ter no mercado. Sem contar o anúncio confuso, o marketing ruim e o design “brinquedão”. Agora que estou pensando, acho que o WiiU deveria ser considerado um sucesso, que listar esse monte de poréns dele me faz concluir que foi um milagre ele vender mais de treze milhões de unidades, que, sério. Eu amo o meu WiiU, mas puta merda.

De qualquer maneira, a Nintendo aparenta ter aprendido a lição e está trabalhando para que o Switch tenha uma nova “experiência Nintendo” a cada dois meses e meio, mais ou menos. Terminou Zelda? Tó Mario Kart. Cansou do battle mode battle mode battle mode decente? Toma uma franquia nova, ARMS. Você é japonês? Tó Splatoon 2. É natal? Tó Mario Odyssey.

E esse é só o primeiro ano, em que a Nintendo ainda está disfarçando, fingindo que o Switch não vai substituir o 3DS. Quando ela desencanar do portátil e focar só no híbrido, acho que ela vai conseguir acelerar ainda mais o ritmo de experiências Nintendo lançando. Se isso acontecer, aí, sim, tem como o Switch alcançar a quantidade de vendas do Wii. Quero dizer, continua sendo uma meta dificílima, mas ela pelo menos se torna alcançável.

Sem contar que isso, pelo menos do meu ponto de vista, é bom para os fãs da empresa também. Afinal, é mais daquilo que gostamos, não é mesmo? Experiências Nintendo sendo lançadas constantemente. Claro que muita gente gostaria que fosse num ritmo mais freqüente, mas acho que, depois do martírio que foram os SETE MESES entre Nintendo Land e Game & Wario, nós devíamos apreciar que são só dois meses entre Zelda e Mario Kart. Se ano que vem o ritmo não melhorar, aí sim a gente pode voltar a reclamar.

Enfim, o que você acha? Esse plano da Nintendo, de lançar de forma cadenciada seus principais jogos faz sentido ou você acha que podia ser melhor? O quanto você gosta do Martian Manhunter? Deixe seu comentário aí e…

Até a próxima!

E um grande abraço ao meu grande herói, J’onn J’onzz!

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