06 jan

Sobre outros jogos que gostei em 2016

Como finalmente consegui terminar os vídeos sobre Os Melhores Games Que (Quase) Ninguém Jogou™ 2016, resolvi fazer este texto rápido pra falar sobre outros jogos que gostei muito mas não foram premiados.

E, caso alguém esteja se perguntando, sim, eu me sinto muito cara de pau de tratar essa coisa como um prêmio. Mas, como 97,2% dos prêmios existentes para artes são um grande achismo mesmo, então foda-se, Os Melhores Games Que (Quase) Ninguém Jogou™ é um prêmio.

Enfim, comecemos com o meu jogo favorito do ano:

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Caso não tenha ficado óbvio, eu adorei Fire Emblem Fates. Eu adoro esta série, por mais que eu não tenha jogado todos os jogos dela. E este jogo consumiu meses da minha vida, era a única coisa que eu conseguia jogar.

Tendo dito isto, o meu jogo preferido da série ainda é Awakening. Senti que Fates melhorou muitas coisas na jogabilidade, mas mesmo tendo três campanhas diferentes, eu gostei mais da história de Awakening. Ela era mais simples, e isso ajudou a ressaltar melhor os personagens, Fates tinha muita gente. E, como falei no meu texto sobre casamentos e filhos em Fire Emblem, senti que diversos aspectos da jogabilidade foram melhor justificados na diegese de Awakening que de Fates.

Não premiei ele como um d’Os Melhores Games Que (Quase) Ninguém Jogou™ 2016 porque ele foi o Fire Emblem mais vendido da história. Sim, ainda é uma série meio nicho, mas acho que agora ela subiu do time B pro time A da Nintendo, ficando mais ou menos no mesmo patamar que Pikmin. Ainda está longe do time S, onde ficam Mario, Zelda e Kirby, mas melhor que Metroid, que foi demovido para o time – Z (zê negativo) com aquela bosta de Federation Force (não, não vou largar o osso dessa merda) (jamais).

De qualquer maneira: Fates é muito bom, meu jogo favorito do ano, recomendo pra quem gosta deste tipo de jogo.

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Em 2015, indiquei o primeiro jogo, Box Boy!, como um d’Os Melhores Games Que (Quase) Ninguém Jogou™ 2015, falando de como era um jogo brilhante, que sabia usar sua premissa simples, de fabricação de caixas, para criar diferentes desafios para o jogador, além de possuir uma curva de aprendizado muito inteligente, pois o jogo sabe ensinar o jogador enquanto ele joga.

Box Box Boy! é igualmente fantástico. Tudo que elogiei no primeiro continua verdade no segundo. A nova sacadinha, que Qbby pode fabricar agora dois conjuntos de caixas de uma vez, funciona. O único problema deste jogo é que ele veio depois do primeiro, então boa parte da surpresa foi estragada.

E foi exatamente por isso que não o premiei em 2016. Como Box Boy! ganhou em 2015, não quis repetir para não dar a impressão que sempre premio os mesmos jogos. Na verdade, ele era o backup, por se assim dizer, pois como eu tenho esse limite de premiar até cinco jogos, eu havia decidido que se não encontrasse cinco, Box Box Boy! ia ser premiado. Como achei cinco, ele ficou de fora.

Mas não por causa de uma queda de qualidade, muito pelo contrário, este jogo é brilhante, assim como o primeiro. Por isso, se você não seguiu minha recomendação ano passado, aqui está de novo: vá jogar Box Boy! e depois vá jogar Box Box Boy!, que os dois jogos valem muito a pena.

Se bem que a Nintendo anunciou o terceiro jogo para o Japão, e uma coletânea com os três num único cartucho (e um amiibo do Qbby, que eu quero muito). Não sei se vai vir pro ocidente, mas se você quiser esperar para ver se vêm, pode ser uma boa, é bem possível que seja mais barato que comprar os três jogos separadamente.

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Eu até fiz um vídeo do Epistolarian sobre Reigns, que é muito, muito bom (o jogo, o vídeo é marromeno). Nele, você é o rei e precisa tomar decisões numa jogabilidade à là Tinder, em que você desliza para a direita ou pra esquerda as cartas apresentadas para aprovar ou recusar a proposta apresentada pra você. Dependendo das suas escolhas, os quatro pilares do reino são afetados: a Igreja, o Povo, o Exército e a Tesouraria. Se um dos pilares se torna forte demais, você morre, se um dos pilares se enfraquece demais, você morre também. Seu objetivo é fazer seu reinado durar o bastante até você derrotar o Tinhoso (texto escondido para não dar spoiler).

O que torna este jogo especial, na minha opinião, é a história, que é muito divertida. Ela brinca bastante com política, história e religião, e até tem umas críticas sociais profundas no meio.

Assim como Severed, ele é um jogo que recebeu muitos elogios de muitos sites especializados de games, foi um dos melhores games do ano tanto na App Store quanto na Google Play e também não atingiu o público que realmente merecia por ser um jogo de celular pago, mas acabei dando preferência ao Severed na premiação porque… gostei mais de Severed. Basicamente.

Mas Reigns é muito bom e vale a pena, principalmente se você curte história e sátira política.

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Eu ainda gosto de verdade de Pokémon GO. Mas ele foi o jogo mais popular do ano. Logo, ele não foi premiado. Pois todo mundo jogou ele. Próximo.

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Shantae: Half-Genie Hero lançou dia 20/12 e quase me fez mudar os vencedores, mas no fim achei que ele, mesmo sendo muito bom, não foi tão especial quanto os demais.

Tendo dito isto, recomendo este jogo para todos que curtem metroidvanias e plataforma, que este é um dos melhores jogos da Shantae, se não for o melhor. No fundo, estou recomendando este jogo agora mais para falar da série, que é muito boa, tanto que foi por isso que fui um dos backers do Kickstarter deste jogo. Joguei até o primeiro, do GBC (pelo Virtual Console), e gosto muito da personagem e do universo que a Way Forward criou. Então, se você sempre ouviu falar da Shantae mas nunca jogou nenhum dos seus jogos, este é uma boa pedida, pois é bem legal mesmo.

Conclusão

Se você já conhecia ou não se interessou pelos cinco vencedores do tão prestigiado Os Melhores Games Que (Quase) Ninguém Jogou™ 2016, aqui estão mais outros jogos de 2016 que gostei muito. Existem ainda vários outros que ainda não tive a chance de jogar, como Bravely Second, que ouvi falar que é tão bom quanto o primeiro, e todos os jogos que não foram lançados para plataformas Nintendo. Alguns que me interessaram foram: InsidePony Island, Owlboy e Event [0], talvez algum dia eu consiga jogá-los.

E você? Tem alguma indicação? Por favor, sou todo ouvidos, pois sempre gosto de saber sobre jogos bons, por mais que eu tenha um monte acumulado pra jogar, tá ficando quase tão ruim quanto minha pilha de livros pra ler, puta merda, preciso de uma máquina que pára o tempo para eu jogar e ler tudo que preciso…

Enfim! Feliz 2017! Que este ano nos traga mais jogos bons!

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